quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Com time ameaçado novamente, queda do Palmeiras faz dez anos



No momento em que luta desesperadamente contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras completa neste sábado dez anos de sua primeira - e até agora única - queda à Série B do futebol nacional. Em 17 de novembro de 2002, o time perdia para o Vitória por 4 a 3, na Bahia, sofrendo a degola na competição.
De forma inédita em sua história, o Alviverde teve que disputar uma segunda divisão. Consequência de uma péssima campanha com apenas seis vitórias em 25 jogos. No total, foram ainda nove empates e dez derrotas, configurando um aproveitamento de 36% dos pontos disputados.

Há quem aposte que aquela equipe não seria rebaixada se o torneio tivesse um segundo turno, já que a competição foi o último Brasileiro com mata-mata - todos os 26 clubes se enfrentavam em turno único, e os oito primeiros colocados se classificavam para as quartas de final. Os confrontos eliminatórios levavam à decisão, que naquele ano teve o Santos como campeão. Mas todo o ano de 2002 palmeirense foi de frustrações até a tristeza em 17 de novembro.Vexame desde o primeiro semestre
O rebaixamento ocorrido há dez anos concluiu uma temporada bastante confusa para o Verdão, que teve como única alegria as presenças do goleiro Marcos e do ídolo Luiz Felipe Scolari na conquista da Copa do Mundo. Seleção Brasileira à parte, os tropeços foram se acumulando no Palestra Itália.
Para 2002, o então presidente Mustafá Contursi apostou em Vanderlei Luxemburgo, que no ano anterior tinha sido campeão paulista pelo arquirrival Corinthians. Em sua terceira passagem pelo clube, o técnico foi eliminado pelo São Paulo nas semifinais do Torneio Rio-São Paulo porque o regulamento definia cartões no confronto como critério de desempate. Outro Choque-Rei tirou o time do Supercampeonato Paulista.
Mas, antes da queda no Brasileiro, Luxemburgo e seus comandados tinham protagonizado outro vexame: foram eliminados na primeira fase da Copa do Brasil pelo ainda desconhecido ASA de Arapiraca, com derrota por 1 a 0 em Alagoas e vitória por 2 a 1 no Palestra Itália - o Palmeiras saiu por ter sofrido gol como visitante. Na Copa dos Campeões, a campanha terminou com derrota para o Paysandu, nas semifinais.
Para disputar o Brasileiro, o treinador fez mudanças drásticas no elenco, como o empréstimo do volante Magrão ao São Caetano, que iria até as quartas de final do Nacional, para usar Leonardo Moura na lateral direita e Arce no meio-campo. O time ainda tinha perdido jogadores como Alex, e a opção foi pela chegada de Fabiano Eller, que era meio-campista antes de ser até campeão mundial pelo Internacional como zagueiro.Luxemburgo e até Murtosa abandonam a equipe
Em 2002, Mustafá Contursi abandonou a politica do "bom e barato" e resolveu abrir os cofres mesmo já sem a parceria com a Parmalat, que rendeu muitos títulos na década de 1990. Já no inicio da temporada, tinha trazido, entre outros nomes, o zagueiro César e, para o Brasileiro, atendendo a pedidos de Luxemburgo, entregou reforços como o meia-atacante Nenê, hoje no PSG, o lateral esquerdo Rubens Cardoso, que tinha acabado de ser vice-campeão da Libertadores pelo São Caetano, e o atacante Dodô, ex-São Paulo, Santos e Seleção Brasileira.
A estreia ocorreu em um Dia dos Pais, no dia 11 de agosto, no empate por 1 a 1 com o Grêmio, que balançou as redes com gol de Anderson Lima, aos 39 do segundo tempo, cinco minutos depois de Nenê ter aberto o placar. Mas a surpresa veio durante a semana, quando Vanderlei Luxemburgo avisou que pagaria a multa prevista no contrato para abandonar o projeto que tinha armado para o Palmeiras e iniciar no Cruzeiro um trabalho que culminou com três títulos no ano seguinte.
A partir daí, o Verdão tinha mais 24 rodadas na primeira fase, mas não se encontrou. A confusão veio logo no jogo seguinte à saída de Luxemburgo, que deixou para o seu auxiliar, Paulo César Gusmão, a missão de comandar o time diante exatamente do Cruzeiro, que teve Ney Franco como interino no banco. A partida, disputada no Mineirão, acabou com o resultado de 1 a 1.
E a confusão continuou no Verdão. Mustafá Contursi planejava ter Luiz Felipe Scolari em 2003 e o pentacampeão mundial resolveu mandar seu auxiliar, Flávio Murtosa, para comandar o time por seis meses. Murtosa ficou no cargo por quatro jogos, estreando com vitória sobre o São Caetano, mas perdendo as outras três - a derrota mais marcante foi por 4 a 0 para o Atlético-MG, encerrando um tabu de 64 anos do Palmeiras sem perder do Galo no Palestra Itália. Ao levar 5 a 1 do Paraná, em casa, o auxiliar deixou o clube e recomendou a Felipão que aceitasse o convite da seleção portuguesa.Diretoria traz Levir Culpi, mas não as vitórias
Sem Murtosa, coube a Karmino Colombini, outro interino, estar à frente do time em empate por 2 a 2 com o Coritiba, no Palestra Itália. Na rodada seguinte, já começava no clube a passagem de Levir Culpi, técnico vitorioso em Minas Gerais, campeão paulista pelo São Paulo dois anos antes e cotado para a Seleção Brasileira na época.
Levir assumiu uma equipe que, em oito rodadas, tinha somado só sete pontos. O treinador contava com 18 jogos para evitar o rebaixamento, mas acabou fazendo parte de um grupo que chamava a atenção por sofrer gols nos últimos minutos das partidas. O lado positivo de sua trajetória foi a invencibilidade nos clássicos, empatando por 2 a 2 com o Corinthians, no Morumbi, e por 1 a 1 com o São Paulo, no Pacaembu, e com o Santos, na Vila Belmiro.
A partida na Baixada teve uma imagem ainda guardada com lamentação na memória dos palmeirenses. O ex-meia Zinho, hoje dirigente no Flamengo, cobrou uma falta que bateu no travessão e ultrapassou a linha do gol, mas o árbitro Anselmo da Costa, de São Paulo, não viu. Com aqueles dois pontos, o Verdão evitaria o rebaixamento. Sem o ponto que somou, o Santos, que acabou campeão, não se classificaria para as quartas de final.
Esperança, frustração e angústia na reta decisiva
Logo após um decepcionante empate com o Juventude no Palestra Itália, restavam ao Palmeiras sete rodadas para se salvar. E a equipe pareceu embalar. Nas três partidas seguintes, venceu no Palestra Itália o Guarani e o Botafogo, concorrente direto contra o rebaixamento, e ainda empatou com o Corinthians, campeão do Rio-São Paulo e da Copa do Brasil no primeiro semestre -seria depois finalista no Brasileiro.
Já sem Marcos, machucado, o time perdeu para o Vasco, em São Januário, mas, na antepenúltima rodada, renovou todas as esperanças ao surpreender o Fluminense no Maracanã. O Tricolor, com Romário no ataque e qualidade que o levaria até as semifinais do Nacional daquele ano, perdeu por 3 a 0.
A permanência na primeira divisão dependia apenas do Palmeiras. E isso pareceu um problema. Logo no jogo seguinte à vitória sobre o Fluminense, mais de 25 mil palmeirenses foram ao Palestra Itália com a expectativa de ver o time vencer o Flamengo e pôr fim ao pesadelo. Mas o que assistiram foi a uma tentativa de recuo de cabeça do zagueiro Alexandre que acabou virando assistência para Liedson abrir o placar para os cariocas. O gol de empate de Nenê, aos 16 minutos do segundo tempo, definiu o resultado de 1 a 1, que só se transformou em agonia.O jogo do rebaixamento
Apesar da péssima campanha que o deixava há 19 rodadas na zona de rebaixamento, o Palmeiras, graças a um confronto direto entre Portuguesa e Bahia em Mogi Mirim, só dependia de si em sua última partida para não precisar disputar a segunda divisão nacional em 2003. Embora na Bahia, o adversário era um Vitória com remotíssimas chances de ir às quartas de final.
Em alguns momentos daquele jogo, até um empate servia ao Verdão. Mas a incompetência ficou clara desde os primeiros minutos. O time que começou o duelo com Sérgio; Arce, Alexandre, César e Rubens Cardoso; Paulo Assunção, Flávio, Juninho e Zinho; Muñoz e Itamar entrou para a história da pior forma, assim como Leonardo Moura, Nenê e Lopes, que entraram durante o jogo, o técnico Levir Culpi e até Dodô, responsável por despertar ira ainda maior nos palmeirenses ao ser flagrado sorrindo no banco de reservas.Logo aos três minutos da partida, Allan Dellon subiu entre os zagueiros para cabecear nas redes de Sérgio. O volante Flávio ainda empatou dois minutos depois, aproveitando bate-rebate na área do Vitória. Porém, antes do intervalo, os anfitriões mostravam superioridade. Zé Roberto, atualmente no Bahia, passou por três jogadores que vestiam verde até ser empurrado na área por Paulo Assunção, hoje no São Paulo. Pênalti que o colombiano Aristizábal converteu, aos 27 minutos.
No segundo tempo, Nenê entrou e aproveitou cobrança de falta ensaiada para acertar o ângulo do goleiro Alcides. O empate dava esperança, só era necessário balançar as redes adversárias mais uma vez para o pesadelo acabar. Mas o sonho palmeirense era impossível com seu sistema defensivo.
E o vilão, mais uma vez, foi Alexandre. Aos 31 minutos, o Vitória cobrou falta da lateral direita. Sozinho à frente da pequena área, o zagueiro se abaixou e acabou cabeceando em cima de Zé Roberto. A bola ainda bateu na coxa e na canela de Alexandre antes de sobrar limpa para o meia fazer 3 a 2.
Aos 40 minutos, Zé Roberto passou como quis por Paulo Assunção e César para entrar na pequena área e só não fez um golaço porque Sérgio executou uma grande defesa. Mas, sem nenhuma marcação, André pegou o rebote para balançar as redes. O pênalti convertido por Arce, aos 43, serviu apenas para se transformar no último ato de um vexame.
Após a derrota por 4 a 3, César deixou o campo chorando, Zinho, campeão de quase tudo o que disputou pelo clube nos anos 1990, não quis dar entrevistas e, quem optou por falar, apelou a chavões. "O mundo acabou", disse Rubens Cardoso. "Foi incompetência", definiu Levir Culpi. "Não tenho o que falar", afirmou Alexandre, com razão. As lágrimas dos palmeirenses nas arquibancadas definiam mais do que qualquer palavra o que representou 17 de novembro de 2002.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Campeão antecipado, Fluminense se mantém motivado por recordes

 Fluminense de Fred confirmou título brasileiro com três rodadas de antecipação. Foto: Fernando Borges/Terra

Assegurado o título com três rodadas de antecedência, o Fluminense tem novos e também históricos objetivos dentro do Campeonato Brasileiro. A partir de agora, a meta é quebrar recordes de pontuação no formato de pontos corridos da competição.
Com 76 pontos ganhos e mais nove a disputar, a equipe pode superar feito dos anos de 2006 (o primeiro com 20 clubes na primeira divisão) e 2007, quando o São Paulo foi bicampeão somando respectivamente 78 e 77 pontos.
Dependendo dos resultados, a campanha do Fluminense pode se tornar a maior do modelo atual. O recorde pertence ao Cruzeiro de 2003, que ganhou 100 pontos em 46 rodadas (72,4% de aproveitamento). No momento, o time carioca acumula 72,3% dos pontos disputados.
"É, temos recordes a serem batidos. Vamos seguir. Acabou por um lado, mas todo mundo vai querer jogar, vai seguir lutando no campeonato, em que conquistamos o título de modo mais que merecido. Trabalhamos muito por isso", destacou o atacante Rafael Sobis.
Os próximos compromissos serão contra Cruzeiro (no domingo que vem, no Engenhão), Sport (no dia 25, na Ilha do Retiro) e Vasco (em 2 de dezembro, com local a definir). Para o primeiro deles, são novas baixas o lateral esquerdo Carlinhos, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e o atacante Wellington Nem, com luxação no cotovelo direito.
Já o atacante Fred, autor de dois gols na vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras, deve estar presente. Até porque, tendo balançado a rede 19 vezes até aqui, pode ampliar sua artilharia. Seu perseguidor mais próximo é o são-paulino Luis Fabiano, com três tentos a menos.

Dorival Júnior já pensa em reformulação do Flamengo em 2013

 Flamengo venceu e confirmou permanência na elite do Brasileiro. Foto: Antônio Carneiro/Lancepress!

O Flamengo venceu o Náutico por 1 a 0 na noite deste domingo e garantiu a permanência na elite do futebol brasileiro. Para o técnico Dorival Júnior, os jogadores começaram a alcançar os resultados tardiamente e já pensa em reformulação do elenco no próximo ano.
"Acredito que começamos agora a alcançar alguns resultados no Campeonato Brasileiro. Tardiamente? Sim. Mas é sempre bom terminar um ano podendo apresentar algo mais consistente. Para 2013, há muita coisa a ser feita, a diretoria sabe disso. Continuamos acreditando nesse trabalho, mas teremos um caminho longo e árduo ainda este ano", afirmou o treinador.
Dorival Júnior também avaliou a maturidade dos jogadores. Segundo o comandante, a vitória premiou o trabalho do elenco que lutava para colocar o Flamengo em uma melhor posição na competição.
"O Flamengo está tomando consistência, alcançando uma maturidade um pouco maior. Tínhamos a obrigação de lutar por uma posição melhor. O Flamengo vinha fazendo bons jogos, infelizmente as vitórias não aconteciam. Felizmente essa vitória veio premiar o trabalho dessa garotada, eles estão acreditando", disse Dorival Júnior. O comandante ainda afirmou o desafio que deu aos jogadores do Flamengo.
"Fizemos um desafio aos jogadores para que terminássemos o ano da maneira como estamos agora, sem que déssemos oportunidade para resultados negativos voltarem a acontecer. Eles trabalharam com dedicação, mesmo nos momentos ruins", concluiu.
Os jogadores desembarcam no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, às 6h20, no Galeão, e recebem folga no restante do dia. A reapresentação está programada para acontecer às 16h de terça-feira, no Ninho do Urubu. o próximo compromisso do Flamengo no Campeonato Brasileiro é no próximo domingo, contra o Palmeiras, às 17h, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Flu espera título antecipado para iniciar planejamento de 2013



Volante do Fluminense, Edinho prefere não pensar na próxima temporada. Foto: Mauro Pimentel/Terra
Mais que soltar o grito de campeão, já entalado na garganta do torcedor, o Fluminense quer garantir o título do Campeonato Brasileiro com três rodadas de antecedência, caso vença o Palmeiras e o Atlético-MG não passe pelo Vasco, para iniciar imediatamente o planejamento da temporada 2013.
E o principal objetivo, como não poderia deixar de ser, é a conquista inédita da Copa Libertadores da América. Será a sexta participação da equipe no torneio, sendo que a edição 2013 será a terceira consecutiva. A melhor campanha foi em 2008, quando o Flu caiu diante da LDU, na final.
Completando 100 partidas pelo time tricolor justamente contra o ex-clube, o Palmeiras, o volante Edinho desconversa e prefere pensar na vitória para a partir daí iniciar os planejamentos da próxima temporada. "O pensamento do ano que vem vai ficar mais para frente. Temos essas guerras do Brasileiro ainda e se sairmos campeões, vamos começar o planejamento", despistou.
O próprio treinador Abel Braga, no entanto, por inúmeras vezes já citou em entrevistas o "fator Libertadores", comemorando a vaga antecipada da equipe para a competição, após a vitória por 2 a 1 diante do Coritiba. Ao lado do fiel treinador, Edinho quer iniciar uma nova trajetória de triunfos.
"No Inter conseguimos ganhar títulos juntos e está chegando o momento de fazer história no Fluminense. Se a gente conseguir vai ser muito legal", afirmou Edinho, que sob a batuta de Abel sagrou-se campeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes da Fifa, em 2006, pelo clube gaúcho. "Temos um grupo experiente e totalmente capaz", completou.
Ingressos para Presidente Prudente
A diretoria do Fluminense anunciou nesta quinta que iniciará a venda de ingressos para a partida contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, no próximo sábado, na bilheteria do clube, no Estádio das Laranjeiras.
A venda ocorrerá das 10h às 19h, ou até o final da carga de quatro mil ingressos destinados pela diretoria palmeirense para a torcida tricolor. Os bilhetes poderão ser adquiridos ainda pela internet (www.futebolcard.com) e tem valor de R$ 30 (meia-entrada por R$ 15).
A agência oficial de viagens do clube disponibiliza ainda um pacote com voo fretado para a partida que pode selar o título brasileiro. Mais informações no site www.vouveroflu.com.br

Deputados vão tentar mobilizar MP para anular audiência do Maracanã



Reunião desta quinta-feira foi marcada por protestos. Foto: Giuliander Carpes/Terra
Deputados estaduais de oposição vão tentar mobilizar o Ministério Público para ajuizar uma ação civil pública contra a audiência de concessão do Estádio Maracanã, realizada na noite desta quinta-feira. Segundo a deputada Jandira Rocha (PSOL), que chegou a jogar o microfone longe durante a sessão, a audiência não atendeu os desejos das pessoas que estavam representando a população com a presença no Galpão da Cidadania, na região portuária do Rio de Janeiro.
"O governo estadual tentou cumprir uma mera formalidade com a audiência. Existem outras entidades que deveriam ser ouvidas e sequer foram chamadas. Esta audiência foi um verdadeiro teatro dos horrores", declarou a deputada.
O deputado Paulo Ramos (PDT) foi ainda mais incisivo nos protestos contra a audiência. "Estão fazendo de tudo para entregar o Maracanã para o Eike Batista (dono da empresa que realizou o estudo de viabilidade da concessão e maior interessada na concessão). Vamos tentar mobilizar pelo menos o MP. A gente nem deveria, eles deviam já estar aqui vendo tudo isso, mas vamos tentar contornar isso."
O vereador Paulo Messina (PV), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal, também esteve presente à sessão e prometeu apoio à ação civil pública para anular a audiência. Ele questiona o destino da escola Friedenreich e ainda o fato de nenhum representante da secretaria municipal de educação ter sido convocado para prestar esclarecimentos sobre a demolição.
A audiência foi alvo de manifestações desde seu começo. Integrantes de movimentos sociais e representantes da escola municipal Friedenreich e do antigo Museu do Índio, prédios cuja demolição está prevista no projeto de concessão do estádio, pediram o cancelamento da sessão. Mas não foram atendidos porque o secretário-chefe da Casa Civil Regis Fichtner disse que "a decisão de concessionar ou não" também poderia ser definida durante a audiência.
No entanto, o secretário apenas registrou em ata os protestos e garantiu que o governo manterá o projeto de concessão inicial. O edital deve ser publicado em até 10 dias úteis.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Perto do fim de contrato com Grêmio, G. Silva pode ir ao Atlético-MG



Gilberto Silva pode defender o Atlético-MG na próxima temporada. Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação
O novo diretor de futebol do Grêmio, Rui Costa, confirmou que o veterano zagueiro Gilberto Silva não deve renovar o contrato com o time tricolor, sendo que o vínculo se encerra no fim desta temporada.
Com isso, são grandes as chances de o experiente jogador, pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira, voltar a defender o Atlético-MG.
Gilberto Silva chegaria para ser um reforço para a zaga atleticana que vai disputar a Copa Libertadores da América de 2013. Ele sempre deixou claro que gostaria de encerrar a carreira em Minas, onde foi profissionalizado pelo América e despontou para o mundo vestindo a camisa do Atlético-MG.
Gilberto Silva tem 36 anos e já defendeu o Atlético-MG entre os anos de 2000 e 2002, quando foi negociado com o Arsenal. O bom relacionamento entre as diretorias do Atlético-MG e do Grêmio é outro fator que ajuda a volta do atleta para Belo Horizonte, já que os dois clubes fizeram alguns negócios nesta temporada.
Os mineiros contrataram o goleiro Victor e cederam um percentual dos direitos econômicos do zagueiro Werley, que já estava emprestado ao clube gaúcho. O também zagueiro Rafael Marques defendeu o time de Porto Alegre e acertou com o Atlético-MG no começo do ano.

Na estreia de PC Gusmão, Vitória bate América-MG e sobe para 2º



Com gol de William, ex-Santos, o Vitória venceu o primeiro jogo sob o comando de PC Gusmão. Foto: Edson Ruiz/Gazeta Press
A pressão da torcida e a turbulência no ambiente atrapalharam o Vitória nas últimas rodadas. Entretanto, com a estreia do técnico Paulo César Gusmão, a crise não ganhou novos capítulos. Na noite desta terça-feira, o clube sofreu, mas venceu o América-MG por 5 a 3, no Estádio do Barradão, e subiu para a segunda colocação no Campeonato Brasileiro da Série B, alcançando um passo importante para o retorno à elite do futebol nacional.
O triunfo conquistado em Salvador deixou o Vitória com 69 pontos, na vice-liderança. Com cinco pontos de vantagem em relação ao São Caetano, quinto colocado, o time baiano precisa de apenas mais uma vitória e um empate, nos últimos três jogos, para retornar à Série A. O América-MG, já eliminado das chances de subir de divisão, permanece com 50 pontos, na nona posição.
Perto de conquistar o acesso à elite, o Vitória retorna a campo já neste sábado. A partir das 16h20 (de Brasília), a equipe encara, no interior de São Paulo, o Guaratinguetá, ainda vivo na briga para evitar a queda à Série C. O América-MG, cumprindo tabela até o final da temporada, recebe no Estádio Independência, em Belo Horizonte, o ABC-RN.
Para acabar com a má fase do time na temporada, os jogadores começaram a partida em ritmo alucinante e foram premiados com um pênalti logo aos 5min. Na cobrança, o volante Uellinton buscou o canto, exagerou na dose e mandou a bola para fora, aumentando a pressão da torcida.
Sem se abater, o time de Salvador seguiu pressionando, até que, em lance de insistência, Nino Paraíba chutou cruzado para vencer o goleiro Neneca e abrir o placar aos 11min. Minutos mais tarde, porém, novo choque para os baianos. Marquinhos Paraná cruzou na medida e o artilheiro Fábio Júnior, aos 17min, testou firme para deixar tudo igual.
De volta dos vestiários, o Vitória voltou a investir na pressão nos minutos iniciais e comemorou a marcação de um pênalti. Sem vacilar, o centroavante William soltou a bomba no meio do gol e recolocou a equipe da casa em vantagem. Para acabar com qualquer reação mineira, o garoto Willie resolveu chamar a responsabilidade e decidiu a partida em menos de dois minutos.
Primeiro, de fora da área, o meia aproveitou os espaços da defesa e soltou uma pancada, aos 16min, para fazer o terceiro. Um minuto depois, o camisa 10 entortou a marcação, arrancou pela direita e encobriu Neneca com classe.
Na reta final da partida, o América tentou se recuperar e, depois de parar nas mãos de Deola, Rodriguinho aproveitou falha do goleiro na hora de cortar cruzamento e soltou o pé para descontar.
Aos 39min, o time visitante retornou de vez à partida e, após pênalti cometido por Michel, Fábio Júnior bateu com perfeição e chegou ao 14º gol na Série B. Nino Paraíba, entretanto, marcou um golaço nos acréscimos e fechou o marcador.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 5 x 3 AMÉRICA-MG
Gols:
VITÓRIA: Nino Paraíba, aos 11min do 1º tempo, e aos 46min do 2º tempo; William, aos 5min do 2º tempo; e Willie aos 16min do 2º tempo, e aos 18min do 2º tempo
AMÉRICA-MG: Fábio Júnior, aos 17min do 1º tempo, e aos 39min do 2º tempo; e Rodriguinho, aos 33min do 2º tempo
VITÓRIA: Deola; Nino Paraíba, Victor Ramos, Rodrigo Mancha e Gilson; Uellinton (Fernando Bob), Michel e Tartá; Willie (Arthur Maia), Elton e William (Marquinhos).
Técnico: Paulo César Gusmão.
AMÉRICA-MG: Neneca; Patrick (Lula), Gabriel, Dirceu e Bryan; Dudu, Marquinhos Paraná, Gilberto (Júnior Timbó) e Rodriguinho; Ewerthon (Rodrigo Pimpão) e Fábio Júnior.
Técnico: Cláudio Prates (interino).
Cartões Amarelos
AMÉRICA-MG: Dudu
Árbitro
Fabrício Neves Correa (RS)
Local
Estádio do Barradão, em Salvador (BA)