A Seleção Brasileira volta a entrar em campo nesta quarta-feira, desta vez para buscar mais um título simbólico na era Mano Menezes: o do Superclássico das Américas, torneio conquistado também no ano passado. Para isso, o time verde e amarelo precisa apenas empatar com uma espécie de "time B" da Argentina em duelo marcado para as 22h (de Brasília), no Estádio Olímpico, na pacata cidade de Resistência, para celebrar o bicampeonato da competição.
O Brasil triunfou por 2 a 1 no confronto de ida, há duas semanas, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, e por isso chega a Resistência com a vantagem de poder empatar para erguer o caneco. Na ocasião, o corintiano Martínez abriu o placar para a equipe visitante no início do duelo, enquanto Paulinho empatou e Neymar deixou a Seleção na frente apenas aos 48min do segundo tempo, depois de muitas vaias do público goiano pela má atuação nacional.
A Argentina, na partida em questão, entrou em campo com a seguinte formação: Ustari; Desábato, Seba Domínguez e Lisandro López; Peruzzi, Maxi Rodríguez, Braña, Guiñazu e Clemente Rodríguez; Martínez e Barcos. O time, por possuir entre os convocados apenas atletas que atuam nos dois países graças ao regulamento do torneio, é totalmente diferente da equipe titular argentina que disputa as Eliminatórias para o Mundial de 2014, ao contrário do Brasil, que possui seus maiores expoentes atuando em solo próprio.
Contra o Paraguai, por exemplo, a escalação contou com apenas Braña (do Estudiantes) entre os titulares. Os demais envolvidos na formação principal foram exclusivamente com jogadores que atuam na Europa, como Romero, Campagnaro, Fernández, Garay, Rojo, Gago, Di María, Messi, Lavezzi e Higuaín, em duelo que terminou com triunfo por 4 a 1. Para o compromisso desta quarta, o técnico Alejandro Sabella deve apenas promover a entrada do cruzeirense Montillo na vaga de Lisandro Lópes, mandando a campo um time mais ofensivo pela necessidade da vitória.
"Um jogo de futebol envolve duas propostas. Provavelmente a Argentina não queria ser defensiva aqui e gostaria de ser ofensiva, mas nossa atuação não deixou isso. O que joga melhor se sobrepõe à proposta do outro. Espero a Argentina mais forte ofensivamente para o segundo jogo. O Sabella gosta de uma linha de três zagueiros, com alas mais à frente, e isso pode alterar um pouco e dar dificuldade de sair jogando", analisou o técnico Mano Menezes.
O comandante verde e amarelo, aliás, ainda não havia decidido até esta terça-feira qual seria a equipe titular para o duelo. A possibilidade de repetir a escalação do primeiro jogo não existe, já que Luis Fabiano foi cortado por lesão, e o treinador trabalha com outras três alternativas. Ao invés de simplesmente promover a entrada de Leandro Damião entre os 11 que formam o time principal, o treinador pode optar por uma tática mais defensiva, visando simplesmente segurar o empate.
Nesse caso, Mano trabalhou nesta terça, no CT Joaquim Grava, do Corinthians, com Arouca formando o meio-campo ao lado dos também volantes Ralf e Paulinho, além de Thiago Neves e Lucas abertos pelas alas e Neymar atuando mais centralizado. Essa deve ser a formação principal, junto ao goleiro Jefferson e os defensores Lucas Marques, Réver, Dedé e Fábio Santos. Contudo, Mano também sinalizou com a manutenção do são-paulino Jadson no setor de criação ao lado de Thiago Neves, mantendo Arouca no banco de reservas.
"Deixo para avisar aos atletas apenas nesta quarta-feira. Futebol é assim, quando queremos falar sobre isso os outros não querem e vice-versa. Não passei para eles a formação que vamos iniciar, trabalhei duas alternativas, temos uma terceira que jogamos na partida anterior, e vamos decidir, vou passar aos jogadores e nesta quarta vocês vão saber", finalizou Mano Menezes, que desembarcou na Argentina junto ao elenco na noite desta terça.
Uma nova vitória nesta quarta-feira ainda poderia ajudar o treinador a retomar um fôlego extra no cargo de selecionador do escrete nacional, já que Mano enfrenta um período de turbulência pelos resultados mais recentes da Seleção. As derrotas na Copa América do ano passado e também na decisão dos Jogos Olímpicos desta temporada ainda ecoam de forma negativa entre mídia e torcida - os brasileiros têm vaiado o treinador constantemente em jogos no País. O título simbólico auxiliaria o comandante a respirar no cargo.
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